Conceito de Software Livre: esse conceito está basicamente vinculado à liberdade que o usuário tem de conhecer o código fonte (fórmula de construção do programa) e alterá-lo para adequá-lo as suas necessidades. Essa liberdade tem também uma vinculação financeira, pois a sua utilização, em grande parte é livre de royaltes, ou de compra do sistema. Hoje em dia, na internet, já estão disponíveis inúmeros programas de computador de livre download e utilização em código livre. Essa liberdade de utilização e de transformação dos softwares livres é um contraponto ao software proprietário, que vem ‘fechado’, ou seja, não pode ser modificado pelo usuário, além de possuir alto custo.
Para entender mais
Quando uma empresa ou um desenvolvedor individual cria um programa de computador e decide distribuí-lo a terceiros, ele precisa tomar algumas decisões com relação à forma como o programa deverá ser utilizado e por quem. Além disso, ele decidi como os seus direitos de autor do programa serão protegidos. O programador ou empresa coloca essas decisões em termos de um documento chamado genericamente de licença, ao qual o usuário do programa precisa aceitar por completo, caso decida continuar utilizando o programa. Se o usuário do programa não aceita os termos da licença e continua utilizando o programa, ele pode sofrer as punições previstas em lei, que são severas contra os infratores do direito autoral (uso indevido de obra intelectual de outrem).
Basicamente cada desenvolvedor escolhe os seus termos, escreve a sua licença e distribui junto ao software. Consequência disso é que existem milhares de licenças no mundo, cada uma com sua particularidade, mas basicamente separadas em dois grandes grupos, licenças proprietárias e licenças livres. As licenças proprietárias são restritivas, limitam ou suprimem direitos dos usuários. Exemplo de direitos que são limitados ou suprimidos pelas licenças proprietárias incluem o direito de executar o programa em qualquer computador, o direito de realizar alterações no programa, o direito de redistribuir o programa e qualquer alteração que o usuário tenha feito. Somente a empresa ou desenvolvedor original pode distribuir e decidir quem usa ou não o programa. Dessa forma protegendo os direitos do autor.
Já as licenças ditas livres foram criadas para garantir que os direitos dos usuários nunca fossem limitados ou suprimidos, sem com isso deixar de proteger, também, os direitos do criador. Por exemplo, a licença livre mais popular do mundo, a GPL, garante aos usuários quatro direitos irrevogáveis ou liberdades:
* direito de executar o programa para qualquer propósito;
* direito de estudar e entender como o programa funciona e de adaptá-lo para as suas necessidades;
* direito de redistribuir cópias do programa para quem quiser;
* direito de redistribuir as alterações que fizer no sistema;
Liberdade de transformação e criação
Para que essas liberdades sejam totalmente aplicadas, a empresa ou o programador deve distribuir, além do programa criado, o código fonte desse programa, ou seja, a receita de como fazer o programa. Só assim, será possível entender como o programa funciona e adaptá-lo segundo a sua vontade. Aparentemente esse último requisito assusta as empresas que desenvolvem programas e os licenciam sob os termos de uma licença proprietária, pois essa comunidade de desenvolvedores colaborativos tem um potencial de crescimento exponencial, o que vem gerando uma concorrência direta com as grandes empresas de software multinacinoais.
Comunidade de Software Livre
Atualmente os profissionais de informática desenvolvedores de software, os programadores, se comunicam constantemente por meio de blogs e fóruns de discussão, para encontrarem as melhores soluções para as necessidades e funcionalidades dos softwares que estão desenvolvendo. Dessa forma, está constituída uma rede mundial de desenvolvedores, que cada vez mais utilizam as linguagens de programação livres, tornando mais acessível à população ferramentas de informáticas com qualidade e com baixos custos.